Regressos, futebóis e grafismos PDF Imprimir e-mail

1 – Ano após ano, e com o quarto aniversário a pouco mais de um mês, o ComUM online tem vindo a afirmar-se na comunidade académica minhota, seja pela sua irreverência e originalidade, seja por, ao contrário de outros órgãos de comunicação social universitários, nunca é demasiado repeti-lo, não depender de outras entidades ou interesses, exceptuando o de proporcionar aos estudantes de Ciências da Comunicação um óptimo espaço de aprendizagem.

Anualmente, algo que se agravou com o famigerado Processo de Bolonha, a equipa vê-se obrigada a remodelações profundas. Se, por um lado, sangue novo é sinónimo de alento reforçado, o empenho dos que ficam tem de ser redobrado, por outro, enquanto os novos alunos se adaptam ao projecto e, claro está, ao jornalismo.

É, por isso, que me apraz o convite, ora renovado, pelo terceiro ano consecutivo, para colaborar, com desafectada opinião, nesta secção “à margem”. 

2 – Mais uma vez, o que já vem sendo hábito neste país de futebóis, o desporto sobrepõe-se a todas as outras actividades. Na política, assistimos a debates televisivos de suma importância serem adiados em prol da selecção nacional, mais por se temer baixa audiência do que por impossibilidade de transmissão dos mesmos. A nível académico, a Latada também viu a sua concretização adiada. Com jogo da selecção em Guimarães, citando um comunicado da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM), “as autoridades de segurança informaram que seria impossível apoiar simultaneamente os dois eventos, nomeadamente no que diz respeito a alterações de tráfego”. Compreensível, acrescento eu, sem deixar de manifestar algum repúdio pelas prioridades deste país. 

3 – Cartaz muito bem conseguido, este ano, para a Recepção ao Caloiro, não tanto em relação à programação, de indubitável qualidade e que tem vindo a ser melhorada, anualmente, mas, essencialmente, quanto ao seu grafismo. Lufada de ar fresco, depois da tremenda falta de gosto de cartazes transactos, como o do supositório ou o da gata em pose libidinosa. Quanto à recente imagem escolhida para ilustrar o “passaporte do caloiro” distribuído pela AAUM aos novos alunos, no início do ano lectivo, e desconhecendo quem foram os “doutores” que o elaboraram, já dizia Aleixo, e muito bem, que “Uma mosca sem valor / Poisa, c’o a mesma alegria / Na careca de um doutor / Como em qualquer porcaria”.

 26/10/09
Rui Afonso





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